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Sobre a Freguesia das Meirinhas

História

  • A freguesia das Meirinhas fazia parte da paróquia de Santa Maria de Vermoil. No reinado de D. João III surge mencionada por causa do recenseamento populacional. Ainda como referência, sabe-se que mais tarde e com o intuito de desenvolvimento, um grupo de meirinhenses dirige-se à rainha D. Maria I, para pedir uma feira franca para o dia 24 de cada mês. A feira passou mais tarde a realizar-se a cada dia 14.

 

Monumentos

  • Igreja Paroquial

 

Tradições

  • Artesanato: – Cerâmica.
  • Festas e Romarias: – São Francisco de Assis, Nossa Senhora das Dores e Santo António.

Associações:

  • Associação Recreativa das Meirinhas 
    Fundada em 13 de Junho de 1975, conta com 600 sócios
    Associação que se dedica à prática desportiva
    Contactos: 913878839/918568289
    Email: armeirinhas@hotmail.com
  • Associação Columbófila das Meirinhas 
    Fundada em 30 de Janeiro de 1996, conta com 59 associados e dedica-se à prática da Columbofilia.

 

Outras Entidades de Carácter Social e Associativo

  • Associação Lar da Felicidade
  • Rancho Folclórico das Meirinhas
  • Associação de Caçadores Proprietários Ambientalistas das Meirinhas
  • Associação de Pais e Encarregados de Educação dos Alunos do 1º Ciclo EB1 e Jardim de Infância das Meirinhas

Corria a década de cinquenta, no tempo em que terminava o curso de Humanidades e principiava Filosofia, levado pela sede de saber, tudo aproveitava em férias, embora de pouco pudesse dispôr, sobre a terra, gentes e tradições e tudo o mais que dela pudesse indagar.
Conversava com pessoas mais novas e mais velhas e, sobretudo destas, que nem sequer sabiam ler, ouvia coisas tao cheias de sabedoria, geralmente fundamentadas na expe­riencia da vida, que, alem de muito valerem para a vida, me causavam extraordinaria admiraçao.
Estou a lembrar-me da Ti Inacia Barreira, que vivia na casita de adubos da terra, já perto da antiga capela. Era uma beleza ouvi-­la… Recitava decor aquelas quadras intermináveis, que tanto pareciamsalmos de sabedoria, recheados de ensinamentos profundos e práticos para a vida, como hinos de louvor ao Criador e à criação. Lembro-me de uma vez a ouvir durante cerca de três horas… Nao tinha gravador e quando tento apanhar algumas por escrito nas férias seguintes, Deus levou-a. Que pena, tudo se perdeu!
Quem Ihe terá ensinado tanta coisa? Certamente os pais, os avós, ou outros familiares, que ocupavam assim o tempo à volta da lareira nos longos serões do Inverno.
Uma outra pessoaque gostava, de falar comigo, era 0 Ti Zé Mota, das Meirinhas de Baixo. Recitava os versos que tinha feito sobre o alfabeto, uma quadra para cada letra e que terminava assim:

A ciência Deus a dá
Diz o homem mais esperto
o Zé Mota das Meirinhas de Baixo
Fez o A. B. C. completo

Foi dele que ouvi pela primeira vez. a versão sobre a origem das Meirinhas.
” 0 primeiro homem que veio para este lugar, chamava-se Luis Meirinho. Este teve duas filhas. Uma casou-se e foi morar para o fundo do lugar e a outra que também se veio a casar, ficou a morar no cimo do lugar.
Quando precisavam uma da outra, mandavam os respectivos filhos à casa da tia com necessário recado. Assim a Meirinha de cima dizia: vai a casa da tia Meirinha de Baixo, levar isto ou aquiilo. E esta: vai a casa da tia Meirinha de Cima buscar aquela coisa.
Daí Meirinhas, (porque duas filhas) Meirinha de Cima e de Baixo.
Meirinho (do latim majorinu) era antigo empregado judicial, corres­pondente hoje ao moderno oficial de deligencias.
Não terá sido o dito Luis Meirinho, oficial de deligencias do Tribunal de Comarca de Leiria? 0 apelido muitas vezes derivava da própria profissão e até mudava ou atribuia-se aos filhos por força da profissão dos pais ou a dos avós,
Creio que o Tribunal de Pombal, criado mais tarde, (anti­gamente e ate mesmo ha 50, 40 e 30 anos) tinha muito que fazer sobre as populações do concelho, razão porque teria tambem urn funcionário proprio, das futuras Meirinhas, o qual se chamava Luis e que do seu pai ou avo teria recebido o apelido. Seja como for aqui fica esta hipotese consi­deração, aberta a futura indagação.

Texto do nosso conterrâneo Padre Ramiro Portela in GUIA DE MEIRINHAS 1995